quarta-feira, 12 de dezembro de 2018

35 ANOS DE CAMINHADA, DE LUTA PELA VIDA, CONTRA A VIOLÊNCIA

Hoje o Centro de Defesa dos Direitos Humanos Antônio Conselheiro comera 35 anos de caminhada, de luta pela vida, contra a violência.
Assista ao vídeo que conta um pouco dessa história:


terça-feira, 27 de novembro de 2018

EDITAL N° 002/2018 - PROCESSO SELETIVO PARA COORDENADOR DO PROGRAMA ESTADUAL DE PROTEÇÃO AOS DEFENSORES E DEFENSORAS DOS DIREITOS HUMANOS DO CEARÁ - PEPDDH/CE.

RESULTADO:
EDITAL Nº 02/2018 DO PROCESSO DE SELEÇÃO PARA VAGA DO COORDENADOR (A) DO PROGRAMA ESTADUAL DE PROTEÇÃO AOS DEFENSORES E DEFENSORAS DOS DIREITOS HUMANOS – PEPDDH-CE.

Candidato (a) aprovado (a):
Rosiana Pereira Queiroz



Edital 0022018

quarta-feira, 31 de outubro de 2018

36ª CAMINHADA DA SECA



No dia 11 de novembro, o povo de Senador Pompeu relembrará o sofrimento de milhares de sertanejos e sertanejas, vítimas do fenômeno de exclusão social que marcou a história do Ceará no início da década de trinta do século passado. A 36ª Caminhada da Seca é um mergulho na memória do campo de concentração de flagelados da seca de 1932.

O tema continua sendo água, que gerou a demanda para a construção da barragem do Patu no ano de 1919. A mesma água que faltou porque a obra foi paralisada, deu origem ao campo de concentração, que a partir da omissão dos governos e pela falta de políticas adequadas à convivência com a seca, gerou a extrema miséria, a sede, a fome, as doenças, que ceifou milhares de vidas humanas.

Quase 100 anos depois do inicio da construção da barragem do Patu, a falta de água para consumo e produção continua sendo um problema, por isso o tema: ÁGUA, CAMINHO DA VIDA, LIBERDADE E BEM VIVER.


O sentido da caminhada da seca perpassa a fé, a devoção às almas da barragem do Patu, leva a marca da luta contra as injustiças, a violação de direitos, por terra para viver e produzir, pela água para consumo e produção, pela preservação do patrimônio histórico. Lutas tão antigas com novas reivindicações, com novos sentidos e simbologias, que mantêm viva e fortalece a tradição a cada ano. 

Ao longo dos 36 anos de caminhada, dentre os passos de cada caminheiro e caminheira, estão os passos do Padre Albino Donnatt. A Caminhada da Seca, segue a trilha por ele aberta, foi a partir da iniciativa do padre que nasceu a tradição da caminhada da seca no ano de 1982.

Senador Pompeu carrega a responsabilidade de manter viva a memória histórica dos campos de concentração da seca no Ceará. O único município que preservou essa história, através do imaginário popular, dos casarões da barragem, sobretudo na devoção e fé nas almas da barragem, as almas do povo, que é um santo coletivo, o santo que é povo, do cemitério da barragem, que é um lugar sagrado, o campo santo do sertão, o santuário da seca.

A 36ª Caminhada da Seca acontecerá no dia 11 de novembro, concentração na igreja matriz às quatro horas, seguindo o ritual tradicional de caminhar em procissão até o Cemitério da Barragem, onde será celebrada uma missa em louvar às Almas da Barragem.

quinta-feira, 8 de março de 2018

EDITAL Nº 001/2018 DO PROCESSO DE SELEÇÃO DE PROFISSIONAIS PARA COMPOR A EQUIPE TÉCNICA DO PROGRAMA ESTADUAL DE PROTEÇÃO AOS DEFENSORES E DEFENSORAS DOS DIREITOS HUMANOS – PEPDDH/CE.



Relação dos(as) candidatos(as) aprovados(as):

COORDENADOR (A): Maria Catiulce Souza Teixeira

ADVOGADO (A): Stella Maris Nogueira Pacheco

PSICÓLOGO (A): Roberta Lopes de Sousa

ASSISTENTE SOCIAL: Ana Carolina Silva Onofre



Atenção: Onde ler ENTREVISTA, lê-se: ENTREVISTA E PROVA ESCRITA.
Edital Nº 001 Cddhac Sejus

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

35ª Caminhada da Seca em homenagem às vítimas do campo de concentração da seca de 1932


No dia 12 de novembro de 2017 acontecerá em Senador Pompeu a 35ª Caminhada da Seca, que traz o tema: Caminhada ao campo santo do sertão, por uma terra sem males e pelo direito à água.

O evento acontece tradicionalmente no segundo domingo de novembro em homenagem às vítimas do campo de concentração de seca do ano de 1932. A caminhada foi idealizada pelo Pe. Albino Donat, no ano de 1982.

O campo de concentração provocou grande sofrimento e ceifou milhares de vidas de sertanejos e sertanejas, deixou marcas nas memórias de sobreviventes e no imaginário da comunidade que criou o santo coletivo, AS ALMAS DA BARRAGEM, AS ALMAS DO POVO É O SANTO DO POVO.

No dia 11 haverá programação cultural, com apresentação de teatro, exibição vídeos, debates e participação do cantor Zé Vicente, que fará apresentação na noite de sábado no Centro Pastoral.

A concentração terá início às 04:00h do domingo dia 12, na igreja matriz, em seguida a procissão segue rumo ao Cemitério da Barragem, onde será celebrada uma missa com a participação do Bispo Diocesano Dom Edson de Castro Homem.

LUGAR DE MEMÓRIA

Senador Pompeu é único município do Ceará, que mantém viva a memória do campo de concentração da seca de 1932, com o patrimônio material e imaterial.

Os casarões da barragem, edificações que inicialmente foram construídas para abrigar engenheiros ingleses responsáveis pela construção da barragem na década de 20 do século passado, cujo canteiro de obras foi usado pelo governo para a implantação do campo de concentração no ano de 1932.

O cemitério da barragem é um lugar sagrado para a comunidade, conhecido como o santuário da seca, o campo santo do sertão.

A memória está viva também no imaginário coletivo, através da devoção e fé nas almas da barragem, tornando a caminhada da seca um patrimônio imaterial de cunho religioso e histórico.

CAMINHAR E REFLETIR

Todo ano é apresentado um tema, este ano traz a reflexão sobre os tantos males que ainda afetam os povos do Semiárido e também a questão do acesso à água que continua sendo um problema.

Mesmo depois dos 85 anos do campo de concentração, o Semiárido ainda enfrenta problemas históricos relacionados ao fenômeno natural da seca, por falta de políticas adequadas à convivência.

Embora diante das conquistas adquiridas com a luta constante, ainda há muito que se conquistar.

Os males que criaram o campo de concentração de 1932, são males que continuam segregando, violando e negando direitos, historicamente perpetuados pelas estruturas políticas e de poder.