quinta-feira, 8 de março de 2018

EDITAL Nº 001/2018 DO PROCESSO DE SELEÇÃO DE PROFISSIONAIS PARA COMPOR A EQUIPE TÉCNICA DO PROGRAMA ESTADUAL DE PROTEÇÃO AOS DEFENSORES E DEFENSORAS DOS DIREITOS HUMANOS – PEPDDH/CE.



Relação dos(as) candidatos(as) aprovados(as):

COORDENADOR (A): Maria Catiulce Souza Teixeira

ADVOGADO (A): Stella Maris Nogueira Pacheco

PSICÓLOGO (A): Roberta Lopes de Sousa

ASSISTENTE SOCIAL: Ana Carolina Silva Onofre



Atenção: Onde ler ENTREVISTA, lê-se: ENTREVISTA E PROVA ESCRITA.
Edital Nº 001 Cddhac Sejus

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

35ª Caminhada da Seca em homenagem às vítimas do campo de concentração da seca de 1932


No dia 12 de novembro de 2017 acontecerá em Senador Pompeu a 35ª Caminhada da Seca, que traz o tema: Caminhada ao campo santo do sertão, por uma terra sem males e pelo direito à água.

O evento acontece tradicionalmente no segundo domingo de novembro em homenagem às vítimas do campo de concentração de seca do ano de 1932. A caminhada foi idealizada pelo Pe. Albino Donat, no ano de 1982.

O campo de concentração provocou grande sofrimento e ceifou milhares de vidas de sertanejos e sertanejas, deixou marcas nas memórias de sobreviventes e no imaginário da comunidade que criou o santo coletivo, AS ALMAS DA BARRAGEM, AS ALMAS DO POVO É O SANTO DO POVO.

No dia 11 haverá programação cultural, com apresentação de teatro, exibição vídeos, debates e participação do cantor Zé Vicente, que fará apresentação na noite de sábado no Centro Pastoral.

A concentração terá início às 04:00h do domingo dia 12, na igreja matriz, em seguida a procissão segue rumo ao Cemitério da Barragem, onde será celebrada uma missa com a participação do Bispo Diocesano Dom Edson de Castro Homem.

LUGAR DE MEMÓRIA

Senador Pompeu é único município do Ceará, que mantém viva a memória do campo de concentração da seca de 1932, com o patrimônio material e imaterial.

Os casarões da barragem, edificações que inicialmente foram construídas para abrigar engenheiros ingleses responsáveis pela construção da barragem na década de 20 do século passado, cujo canteiro de obras foi usado pelo governo para a implantação do campo de concentração no ano de 1932.

O cemitério da barragem é um lugar sagrado para a comunidade, conhecido como o santuário da seca, o campo santo do sertão.

A memória está viva também no imaginário coletivo, através da devoção e fé nas almas da barragem, tornando a caminhada da seca um patrimônio imaterial de cunho religioso e histórico.

CAMINHAR E REFLETIR

Todo ano é apresentado um tema, este ano traz a reflexão sobre os tantos males que ainda afetam os povos do Semiárido e também a questão do acesso à água que continua sendo um problema.

Mesmo depois dos 85 anos do campo de concentração, o Semiárido ainda enfrenta problemas históricos relacionados ao fenômeno natural da seca, por falta de políticas adequadas à convivência.

Embora diante das conquistas adquiridas com a luta constante, ainda há muito que se conquistar.

Os males que criaram o campo de concentração de 1932, são males que continuam segregando, violando e negando direitos, historicamente perpetuados pelas estruturas políticas e de poder. 

quarta-feira, 24 de maio de 2017

Fórum Microrregional Pela Convivência com o Semiárido realizou oficina de comunicação popular

A oficina aconteceu no Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais do município de Milhã, no dia 16 de maio e contou com a participação de representantes de entidades que compõem o Fórum Microrregional Pela Convivência com o Semiárido da Micro Centro-Sul. Foi facilitada pelos comunicadores populares Fram Paulo do Centro de Defesa dos Direitos Humanos Antônio Conselheiro e Rikáryo Mourão do Instituto Elo Amigo.

A iniciativa teve como propósito sensibilizar as entidades para a compreensão de que a comunicação é um direito humano fundamental e estratégico para o fortalecimento da mobilização social, na luta pela manutenção e conquista de direitos, o direito à comunicação como um instrumento de busca de direitos que são sistematicamente negados como o acesso à terra e à água, dentre outros.

Para a coordenação do Fórum Microrregional, a comunicação é importante e vai estar nas pautas das reuniões e encontros, segundo informa Mara Crislanne da Cátitas Diocesana de Iguatu.  Enfatizando ainda, que há a necessidade de se criar uma rede de comunicação popular envolvendo entidades e comunidades na dinâmica de troca de saberes, fortalecimento da identidade cultural, apropriação de conhecimentos para produção e difusão de conteúdos em instrumentais de comunicação e ocupação espaços existentes nos meios de comunicação da região e redes sociais.  

Na dinâmica da oficina foram apresentados dois vídeos: “O Semiárido contado por sua gente”, documentário produzido pela Articulação Semiárido Brasileiro- ASA, que apresenta as estratégias de comunicação popular que contribuem para dar visibilidade ao protagonismo e saberes de agricultores e agricultoras do Semiárido, mostrando experiências de comunicação em diversos Estados do Nordeste.

O outro vídeo exibido foi “Levante sua voz” do coletivo Intervozes, apresentando a história da mídia e trouxe o debate sobre o direito à comunicação, como a grande mídia manipula as informações e o quanto o direito à comunicação é negado ao povo, ficando restrito a pequenos grupos econômicos. Os vídeos estão disponíveis na internet.

Nos grupos de trabalho, os participantes da oficina apresentaram propostas para o fortalecimento da comunicação popular na Micro Centro-Sul, começando por identificar e mapear as experiências de comunicação popular existentes na região, promover intercâmbios, oficinas de capacitação em rádio, fotografia, audiovisual e mídias digitais.

quarta-feira, 26 de abril de 2017

O CDDH-AC iniciou a implementação de 64 tecnologias sociais de convivência com o Semiárido em Acopiara

A água que cai do céu, que corre no chão, que enche a cisterna, é vida no Semiárido.


 Mais uma ação do Centro de Defesa dos Direitos Humanos Antônio Conselheiro (CDDH-AC), através do Programa Uma Terra e Duas Águas (P1+2) da Articulação Semiárido Brasileiro (ASA), leva tecnologias sociais de convivência com o Semiárido para 64 famílias do município de Acopiara na Micro Centro-Sul do Ceará.

São 5 barreiros trincheiras, 32 cisternas calçadão e 27 cisternas de enxurrada, totalizando 64 implementações que irá
armazenar mais de três milhões de litros de água.

As tecnologias possibilitam guardar água para a produção de alimentos em quintais produtivos e têm sido essenciais para a sobrevivência dos habitantes de zonas rurais em épocas de poucas chuvas. Garante água para a produção de frutas e hortaliças e até para a criação de pequenos animais.

De cisterna em cisterna, muita água guardada, garantindo o direito humano fundamental de acesso ao precioso líquido para consumo humano com a cisterna de 16 mil litros  e para produção com a cisterna de 52 mil litros.

A cisterna de placas é o ponto de partida para a conquista de direitos historicamente negligenciados no Semiárido brasileiro, representa um ponto de virada na história do Semiárido. Uma tecnologia social relativamente simples, fruto da mobilização de milhares de entidade que formam a ASA, mudou as formas de ver, viver e conviver com o Semiárido.


quarta-feira, 22 de março de 2017

Seminário águas do Semiárido discute a injustiça hídrica no Ceará

Sendo a água fundamental para a existência da vida, há a necessidade de se cuidar bem dos reservatórios, do meio ambiente e garantir o acesso de forma justa, igualitária e universal.

É necessário compreender o que está contribuído para o agravamento da crise hídrica que ocorre no Estado do Ceará, fatores que estão além do fenômeno natural da estiagem que tem levado o Semiárido a vivenciar a maior seca dos últimos 100 anos.

Com o propósito de debater essas questões, o Fórum Microrregional de Convivência com o Semiárido da região Centro-Sul, promoveu no dia 21 de março em Acopiara (CE), o Seminário Águas do Semiárido, compondo a programação do dia mundial da água que é comemorado no dia 22 de março.

Com a apresentação de três painéis que tratou da situação crítica em que se encontram os reservatórios da região, a má gestão por parte dos órgãos governamentais responsáveis pelo gerenciamento dos reservatórios, que resultou no agravamento da crise hídrica em todo o estado e a importância da educação contextualizada para desenvolver a compreensão da água como um bem comum e não como mercadoria.

O evento contou com a participação de agricultores, agricultoras e representantes de entidades que compõem o Fórum Microrregional.

Nas falas dos participantes veio a preocupação com a degradação ambiental que também contribui para o prolongamento dos anos de estiagem; a preocupação com o desperdício dá água nos processos de transposição; a contaminação dos aquíferos e reservatórios por agrotóxicos; o fato do grande volume de água ser destinado para atender as demandas do agronegócio e da indústria, comprometendo o abastecimento humano e a produção dos pequenos produtores rurais.

O destaque positivo foi para as tecnologias sociais de convivência com o Semiárido que possibilitam o armazenamento de água para consumo humano e produção de alimentos, que são as cisternas de placas, dos programas desenvolvidos pela Articulação Semiárido Brasileiro – ASA.

O debate foi além da discussão sobre o volume de água existente nos reservatórios da região. Na opinião dos participantes, mesmo que haja uma recarga considerável, é necessário que a luta continue no sentido reivindicar uma gestão adequada, que priorize as necessidades humanas, que seja revista as outorgas de água para complexo industrial do porto do Pecém e para o agronegócio, sendo necessário o somatório de forças para garantir uma gestão participativa e descentralizada.

Veja o vídeo: